Gestão de serviços de saúde com a participação de Organizações Sociais no município de São Paulo
O Via Pública estabeleceu e mantém com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo, desde 2006, parceria com três objetivos principais: fomentar a constituição e qualificação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) capazes de ajudar a prefeitura na gestão da saúde pública, fortalecer a capacitação da SMS para a gestão segundo o novo paradigma que introduz o modelo de gestão com a participação das OSS e criar um sistema de avaliação permanente de expectativas e satisfação dos usuários. O novo modelo de gestão começou em duas das 25 microrregiões de saúde e hoje alcança dez delas, onde moram 5,5 milhões de habitantes.
As primeiras OSS brasileiras haviam firmado parcerias com o governo do Estado de São Paulo para gerir hospitais novos. No município da capital, estenderam sua atuação para unidades básicas de saúde, Amas e outros equipamentos da atenção básica.
Da parceria entre a Prefeitura paulistana e o Via Pública resulta a utilização de metodologias e procedimentos novos na atividade do Núcleo Técnico de Contratação de Serviços da SMS, responsável pela seleção das OSS e pelo gerenciamento dos contratos de gestão.
Banco de dados
Foram criadas, também, metodologias de monitoramento e avaliação de impactos sobre os usuários internos do novo modelo de gestão e junto aos usuários externos dos serviços oferecidos pela SMS.
Disso resultaram levantamentos socioeconômicos junto a amostras de domicílios, de usuários dos serviços em local de atendimentos e de funcionários da SMS. Até o momento, foram aplicados cerca de 90 mil questionários. Essa coleta de informações levou à construção de um banco de dados.
A atuação das OSS fornece à Prefeitura um manancial muito rico de informações. São Paulo é, por exemplo, o único município de porte grande ou médio do país que sabe quantos de seus habitantes dependem exclusivamente do SUS para ter assistência médica. E essa informação é detalhada: se a média do município oscila entre 45% e 55%, na Cidade Tiradentes, por exemplo, a porcentagem sobe para 82%.


